Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais de Rio Claro (DIG/Deinter 9), realizaram nesta semana a operação “Dupla Face”, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso que envolvia jogos de azar on-line, comércio ilegal de medicamentos e lavagem de dinheiro, naquela municipalidade.
As investigações apontam duas irmãs como principais articuladoras do esquema. Elas atuavam como influenciadoras digitais, usando sua base de seguidores para promover plataformas de apostas on-line, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”. A abordagem envolvia promessas de ganhos fáceis, reforçadas por postagens de ostentação e simulação de resultados positivos, atraindo seguidores a participarem das apostas.
Além das apostas, o grupo comercializava medicamentos controlados, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem autorização legal. Também foram identificadas práticas de ocultação e dissimulação de valores obtidos de forma ilícita.
A investigação revelou que a organização tinha uma divisão estruturada de funções, com três investigados principais: as irmãs cuidavam da captação de clientes e promoção digital, enquanto outros membros eram responsáveis pela operacionalização das vendas e gestão financeira. Ao todo, a movimentação financeira do grupo ultrapassava R$ 13 milhões, valor incompatível com a renda formalmente declarada.
Durante a operação, foram cumpridas diversas medidas cautelares determinadas pela Justiça: Buscas domiciliares em cinco endereços; bloqueio de ativos financeiros de até R$ 13,7 milhões; sequestro de dois imóveis; sequestro de três veículos, incluindo modelos de luxo das marcas Porsche e Mercedes-Benz.
As medidas visam interromper as atividades criminosas, reforçar a coleta de provas e assegurar a recuperação de ativos de origem ilícita.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, exploração de jogos de azar, crimes contra as relações de consumo, comércio ilegal de medicamentos e lavagem de dinheiro.